Alienação, Consentimento, Concordância

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ALIENAÇÃO, CONSENTIMENTO, CONCORDÂNCIA

24.05.18 | Lurdes Pratas Nico

 

Todos as semanas ouvimos falar de casos de corrupção e de incumprimentos da lei (ou de situações que propiciam essa corrupção) na sociedade portuguesa, nas mais diversas áreas (desporto, política, empresas,…).

São muitos casos e quando escutamos os justificativos por parte dos envolvidos, verificamos que há sempre um artigo da lei que enforma a acção de quem, claramente, prevaricou, sabendo que o estava a fazer.

Dá vontade de gritar alto (a ver se alguém nos ouve) e perguntar se não há ninguém que possa fazer alguma coisa? O Governo, os partidos que apoiam o governo, a oposição o que estão a fazer para mitigar este mal que já é antigo, mas agora com proporções inimagináveis para o comum dos cidadãos, como eu?

Quem ocupa determinados cargos tem de ser e agir com seriedade, servir a causa pública (e não servir-se), ser honesto; tem de fazer também, produzindo medidas e propostas que produzam resultados efectivos.

Sabe-se que muita coisa pode ser inventada, recriada e não corresponder à verdade. As redes sociais são, hoje, autênticas salas de tribunal, onde se discute tudo e nada. Sabemos disso, portanto,não devo, nem quero fazer generalizações dessa natureza. Estas são perigosas e injustas. Como já escrevi várias vezes, à Justiça o que é da Justiça.

Uma certa alienação social face a estas questões também não é menos preocupante. A alienação social, com o passar do tempo, parece criar um certo consentimento e concordância. Paulo Freire no Brasil, e nas várias partes do mundo por onde andou, lutou sempre pela não alienação das pesosas. Fê-lo através de uma pedagogia que visava uma cidadania crítica e consciente, em que os cidadãos aprendiam mais a perguntar do que a responder.

 

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